-"estás bem?"
-"sim."
Quantas vezes, damos esta resposta quando na verdade estamos destruidos e perdidos por dentro?
Quantas vezes é esta a resposta dada quando só nós apetece gritar, quando só nos apetece chorar?
Quantos sorrisos mostramos sem os sentirmos verdadeiramente? Quantas gargalhadas damos sem nos sentirmos felizes?
E pior do que tudo isso, é não sabermos quando é que a resposta se vai tornar verdade.
Só queremos sentir-nos felizes outra vez, queremos que tudo fique bem. E cada vez isso pareçe mais longe, mais distante.
E sofremos, sofremos em silencio, sem que ninguem saiba. Choramos vezes sem conta, no nosso quarto escuro. Sozinhos. Sozinhos, queremos gritar, desejamos adormecer só para não pensar. Desejamos não pensar, desejamos carregar num botão e desligar. Desejamos, desejamos mas tudo permanece igual. E por quanto tempo?
Ocupamo-nos o melhor que conseguimos, ouvimos música até a bateria acabar, dançamos até à exaustão, perdemos horas no computador, vemos televisão só por ver, mandamos sms até para pessoas com quem não costumamos falar. Só para esquecer. Para termos momentos de paz, sem sentirmos dor, sem sentirmos saudades. Porque não queremos mais estar tristes.
Mas, mais tarde ou mais cedo, aquele pensamento de que tanto fugimos, aparece e não vai embora. Então, pensamos e pensamos. Batemos com a cabeça nos mesmos muros, tentamos derrubá-los e eles, sem nunca cairem. Até que perdemos as forças e as lagrimas caiem. Desta vez, já não as paramos, deixamos que caiam. E sofremos. Sofremos em silencio.
Muitas vezes, adormecemos, com a almofada encharcada de sal. E sonhamos que o dia seguinte será melhor. Mas isso não acontece. E voltamos a bater com a cabeça na parede, vezes sem conta.
Dizemos que somos fortes, que conseguimos aguentar. Mas não somos. Somos todos uns fracos, que fingimos a felicidade quando ela não está presente.
Até ao dia, até ao dia em que o sol nasce outra vez. Apenas para nos derrubar novamente.
-"sim."
Quantas vezes, damos esta resposta quando na verdade estamos destruidos e perdidos por dentro?
Quantas vezes é esta a resposta dada quando só nós apetece gritar, quando só nos apetece chorar?
Quantos sorrisos mostramos sem os sentirmos verdadeiramente? Quantas gargalhadas damos sem nos sentirmos felizes?
E pior do que tudo isso, é não sabermos quando é que a resposta se vai tornar verdade.
Só queremos sentir-nos felizes outra vez, queremos que tudo fique bem. E cada vez isso pareçe mais longe, mais distante.
E sofremos, sofremos em silencio, sem que ninguem saiba. Choramos vezes sem conta, no nosso quarto escuro. Sozinhos. Sozinhos, queremos gritar, desejamos adormecer só para não pensar. Desejamos não pensar, desejamos carregar num botão e desligar. Desejamos, desejamos mas tudo permanece igual. E por quanto tempo?
Ocupamo-nos o melhor que conseguimos, ouvimos música até a bateria acabar, dançamos até à exaustão, perdemos horas no computador, vemos televisão só por ver, mandamos sms até para pessoas com quem não costumamos falar. Só para esquecer. Para termos momentos de paz, sem sentirmos dor, sem sentirmos saudades. Porque não queremos mais estar tristes.
Mas, mais tarde ou mais cedo, aquele pensamento de que tanto fugimos, aparece e não vai embora. Então, pensamos e pensamos. Batemos com a cabeça nos mesmos muros, tentamos derrubá-los e eles, sem nunca cairem. Até que perdemos as forças e as lagrimas caiem. Desta vez, já não as paramos, deixamos que caiam. E sofremos. Sofremos em silencio.
Muitas vezes, adormecemos, com a almofada encharcada de sal. E sonhamos que o dia seguinte será melhor. Mas isso não acontece. E voltamos a bater com a cabeça na parede, vezes sem conta.
Dizemos que somos fortes, que conseguimos aguentar. Mas não somos. Somos todos uns fracos, que fingimos a felicidade quando ela não está presente.
Até ao dia, até ao dia em que o sol nasce outra vez. Apenas para nos derrubar novamente.
Life is a bitch.