quarta-feira, 27 de julho de 2011

(Ultra)passado

Olhar para trás, pensar em tudo o que deu errado... não serve de nada. Não agora.
É tempo de seguir em frente, de pôr um fim a toda essa história. Por muito que ela teime em voltar, que persista. Temos de ser capazes, de ter força para dizer que não. Devemos isso a nós próprios. Precisamos de paz na nossa cabeça e de sorrisos nos nossos lábios. E é por isso que existe "o fim", por muito doloroso que seja.
E então esquecemos, ou melhor, enviamos tudo para bem longe. Deixamos de olhar para o passado com remorsos e odio e passamos a olhar para uma mera memória, ultrapassada. Novas virão, melhores e piores. Ocuparemo-nos com tudo o resto, o mundo a nossa volta.
E um dia, sei que já não vai doer. Vou olhar para trás e sorrir. Vou lembrar-me de tudo, cada pormenor, cada lágrima, cada sorriso, cada palavra... e sei que vai ser sempre importante.
Felizmente, vejo agora que se afasta: ainda dói, mas por saudades. Porque queria demasiado, demasiado que tudo estivesse bem.
Mas já não importa, já não te quero. Em parte porque descobri que não és o que eras; e não gosto do teu novo "eu". Ou talvez tenhas sido sempre assim e eu sem saber. Sabes, travei muitas batalhas com esse pensamento, tentei e voltei a tentar, mas nunca encontrei nenhuma resposta. E agora deixei de a procurar. Tal como tudo o resto que te envolve, na verdade. No entanto, pareces continuar a perseguir-me, como se me quisesses de volta ou então, pelo contrário, me quisesses continuar a deitar abaixo como se me a testar estivesses. Não sei qual das duas é a certa mas, uma vez mais, não importa. Já nada importa. Digas o que disseres, faças o que fizeres, para mim, já foste. E não quero que voltes. Até nunca.



Life is a bitch.

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